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Dólar abre em alta de olho em tensões no Oriente Médio e decisões de juros

Mundo 29/04/2026 Helder Smith RSS Import 30 visitas
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (29) em alta de 0,09%, cotado a R$ 4,9862. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h. Os investidores acompanham um dia marcado por tensões geopolíticas e decisões de política monetária. Enquanto o impasse entre Estados Unidos e Irã mantém o Oriente Médio no centro das atenções, os mercados também aguardam as definições de juros nos EUA e no Brasil. ? Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ?? O presidente Donald Trump voltou a ameaçar o Irã em uma publicação nas redes sociais, na qual afirmou que “chega de bancar o bonzinho” e compartilhou uma montagem em que aparece segurando um fuzil, com explosões ao fundo. ?? Mais cedo, o Irã afirmou que só permitirá novamente a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz após o fim definitivo da guerra com Estados Unidos e Israel. A retomada do trânsito dependerá ainda do cumprimento de protocolos de segurança definidos por Teerã. Por volta das 8h30, o barril do Brent, referência internacional, marcava alta de 3,01%, cotado a US$ 114,61. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, avançava 3,23% no mesmo horário, a US$ 103,16. ?? Apesar do foco no Oriente Médio, o principal evento econômico do dia são as decisões de juros nos EUA e no Brasil. Nos EUA, o Federal Reserve divulga sua decisão às 15h, seguida pela coletiva do presidente Jerome Powell, às 15h30. As projeções são de que os juros sejam mantidos entre 3,50% e 3,75%. ?? No Brasil, a expectativa é que o Banco Central do Brasil mantenha o ciclo de aperto monetário e reduza a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5%. ?? Ainda na agenda nacional, o Ministério do Trabalho divulga às 14h30 os dados do Caged, que foram antecipados para esta quarta-feira. A publicação estava inicialmente prevista para quinta-feira (30). Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ?Dólar a Acumulado da semana: -0,32%; Acumulado do mês: -3,80%; Acumulado do ano: -9,24%. ?Ibovespa Acumulado da semana: -1,11%; Acumulado do mês: +0,62%; Acumulado do ano: +17,06%. Novas ameaças O presidente Donald Trump voltou a ameaçar o Irã publicamente, demonstrando insatisfação com as propostas apresentadas nas negociações e indicando a possibilidade de novos ataques militares. As conversas para encerrar o conflito seguem travadas, sem avanço concreto. Ao mesmo tempo, os EUA avaliam diferentes estratégias, incluindo declarar vitória e reduzir sua presença militar na região. Do lado iraniano, o país afirma que a guerra não acabou e que responderá com mais intensidade caso seja atacado novamente. Durante o cessar-fogo, Teerã tem aproveitado para reorganizar sua capacidade militar, incluindo a recuperação de equipamentos e a produção de drones. Outro ponto central da crise é o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. O Irã mantém restrições à passagem de navios e condiciona a reabertura total ao fim definitivo da guerra e a garantias de segurança. ?? A passagem permanece, na prática, fechada, o que impede que petroleiros sigam viagem até seus destinos. ? A interrupção já dura semanas e ocorre mesmo após um cessar-fogo frágil no conflito regional, mantendo investidores em alerta. Mercados globais Os mercados globais tiveram um dia misto, com desempenho positivo na Ásia e queda na Europa, refletindo tanto fatores internos quanto o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, puxadas por setores ligados a tecnologia e transição energética. Em Xangai, o índice SSEC subiu 0,71%, aos 4.107 pontos, enquanto o CSI300 avançou 1,10%, aos 4.810 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 1,68%, aos 26.111 pontos. Em Seul, o Kospi subiu 0,75%, aos 6.690 pontos. Já Taiwan registrou queda de 0,55%, aos 39.303 pontos, e Singapura também caiu 0,55%, aos 4.860 pontos. Em Sydney, o S&P/ASX 200 recuou 0,27%, aos 8.687 pontos, enquanto o mercado de Tóquio permaneceu fechado. O desempenho positivo na China foi impulsionado principalmente por ações de terras raras, baterias e energia limpa, com ganhos expressivos após resultados fortes de empresas do setor. Ainda assim, investidores mostraram cautela após o Politburo do Partido Comunista Chinês sinalizar continuidade das políticas atuais, sem novos estímulos imediatos. Na Europa, o cenário é negativo. Nesta manhã, o índice pan-europeu STOXX 600 caía 0,3%, aos 605 pontos, pressionado tanto por balanços corporativos quanto pela aversão ao risco ligada à guerra no Oriente Médio. Em Londres, o FTSE 100 recuava 0,82%, aos 10.248 pontos. Em Frankfurt, o DAX caía 0,39%, aos 23.924 pontos. O CAC-40, de Paris, perdia 0,82%, aos 8.038 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuava 0,72%, aos 47.695 pontos, enquanto em Madri o Ibex-35 caía 1,06%, aos 17.587 pontos. Já em Lisboa, o PSI20 recuava 0,72%, aos 9.198 pontos. Dólar Heloise Hamada/G1

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Helder Smith

Locutor e Produtor da Rádio Jovem Rio, Helder Smith é também programador e designer do site institucional.

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